Crise? Precisamos falar sobre gestão

February 14, 2017

 

Seja você um empresario, estudante, ou apenas curioso, uma coisa é preciso afirmarmos aqui, os tempos atuais não permite mais “brincar” de fazer gestão.

Antes que eu possa prosseguir com as considerações sobre o tema, lhe faço uma pergunta, e tenho certeza que me responderá verdadeiramente. Imagine que fará uma viagem de avião, e no momento do embarque o piloto lhe diga essas palavras: Tenho mais de 20 anos de profissão, sou condecorado o piloto mais experiente do país para este modelo de aeronave, porem a mesma se encontra com defeito no painel de instrumentos. Mas fiquem tranquilos, a bussola e o marcador de combustível estão funcionado bem, conheço cada aeroporto como a “palma da minha mão”, a viagem será tranquila. você embarcaria neste voo?

Caso você diga sim, não precisa continuar a ler este artigo, ele não lhe fará sentido, mas caso você diga não, tal como eu, precisamos conversar sobre gestão.

Ao primeiro momento pode parecer estranho a comparação, mas acredite, não é. Essa fala ilustra o que a maioria dos empresários ainda respondem ao serem questionados sobre sua gestão. Eles acreditam que a sua experiencia por si só é suficiente para conduzir adequadamente o negócio. Acreditam também que apenas o fechamento dos caixas diários e um sistema PDV para controle de estoque são o suficientes para ser chamado de gestão. Mas e o resto?

Não precisa! “eu tenho experiencia”, mais de 20 anos, sei tudo o que se passa por aqui de cabeça, o povo precisa é trabalhar. E para todo bom resto, alguém para levar a culpa quando algo sair errado; Governo, crise, juros, gerente, funcionários e etc.

É preciso entender que essas falacias funcionaram bem em duas partes da história econômica do Brasil:

  1. Década de 80 e 90, em tempos de modelos de negócio arcaicos, alguns consideram esse período como a pré história do Brasil.

  2. Após os anos 2000 e consolidação do plano Real, veio a década de ouro, clientes comprando tudo e de tudo, princialmente através da expansão do crédito.

Eu particularmente sempre soube que essa bonança chegaria ao fim, e alerto meus clientes desde sempre, pois a analise macroeconômica do ambiente faz parte do plano estratégico. Contudo, não previa tamanha crise politica no país, embora os números atuais da economia já fossem previsíveis, não por mim, mas por especialistas da área.

No momento atual a crise já está impactando no dia a dia de todos negócios do país, mas como de praxe, chegou primeiro aos “desavisados”, as empresas que nunca levaram gestão muito a sério e/ou como prioridade. Como toda “boa” crise, esta certamente passará, mas e o que restará depois?

 

Antes de responder a essa pergunta, vamos aos fatos.

 

Por mais experiente que o piloto seja ele certamente não faria a loucura de pilotar um avião sem o seu painel de instrumentos estar funcionando plenamente, o qual lhe dará segurança total para realizar o voo, mesmo sob as condições climáticas mais adversas.

Mas tem empresario que ainda insiste em “pilotar” seu avião (neste caso a empresa), muito confiante na experiencia junto a meia duzia de informações. Sim, você teve seus dias de voos tranquilos em dias de sol claro e tempo limpo, mas agora aperte os cintos que o tempo fechou, não dá pra ver o aeroporto a olho nu, e você se perderá no céu tempestuoso.

Não dá pra dizer que seus prejuízos é só por conta da crise, pois as empresas brasileiras em sua grande maioria possuem técnicas de gestão rudimentares, como um avião de painel estragado e sem plano de voo, onde só se vê até onde a vista alcança e em dias de céu claro, imagina na tempestade?

O cenário atual obriga cada vez mais as empresas evoluírem e profissionalizar se, consolidar  como player  definitivo no mercado.  Contudo,  isso  implica  em  aperfeiçoamento  de técnicas  de  gestão,  melhoramento  continuo  de  seus  produtos, necessidade  em construir e seguir o planejamento estratégico, investir em tecnologia de informação, desenvolver pessoas, promover inovação, dentre outros. Acontece que no Brasil boa parte dos empresários passaram a ter uma espécie de dependência das politicas de governo, tais como: Oferta de crédito, redução de juros, redução de impostos, simplificação de tributos, acesso a tecnologias, no entanto essas empresas concentram poucos esforços para se transformarem de dentro para fora, na origem de seus problemas, a gestão. Esse pacote de bondades é histórico, e a cultura ainda permanece, onde o lucro é atribuído ao seu esforço, e o fracasso do seu negócio ao governo.

O processo de desenvolvimento de uma organização está mais ligado as estruturas de gestão do que a fontes externa, pois a gestão faz parte dos fatores controláveis da empresa.

É retórico dizer que as pesquisas sobre falência de empresas enfatizam que mais de 80% das causas de falência estão ligados a gestão e/ou competência de seus gestores.

Quando aplico treinamentos e mentoring sobre empreendedorismo e modelagem de negócios, exijo o máximo da competência de meus participantes, onde os jovens tem menos resistência em analisar, compreender e respeitar fatores externos, atribuindo muito mais a responsabilidade de sucesso ou fracasso a si. Até quando acharemos desculpa para justificar nossas incompetências?

Respondendo a pergunta...  “o que restará depois da crise”?

Não temos como prever o futuro, mas algumas coisas são previsíveis. Algumas empresas já fecharam suas portas e com certeza outras mais também fechará. Como em toda selva, seguindo a Lei de Darwin, o que melhor se adapta certamente sobreviverá. A empresa que não se reconstruir, desenvolver sua gestão, investir em pessoas, tecnologia, inovação e de fato criar valor aos seus clientes, não restará espaço para ela, mesmo no pós crise.

Para quem acha que o período pós crise a vida do empresario será moleza com possíveis pacotes de “bondades”, muito se engana.  As empresas que resistiu a crise foi porque se desenvolveram durante ela, e sairão mais fortalecidas. Sem falar na quantidade de pessoas que perderam o emprego e certamente virão com pequenos negócios para concorrer a atenção do consumidor, não bastasse, soma se a isso o fato do Brasil já ser o terceiro país mais empreendedor do mundo. Você certamente não terá mais voos em dias de céu claro e ensolarado como empresario, aperte os cintos que a previsão é de dias cada vez mais tempestuoso.

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